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Os rituais de casamento pelo mundo!

Durante uma cerimônia de casamento é possível visualizar e dividir muitos momentos mágicos, alegres, cheios de vida. Os rituais de casamento são uma das maiores riquezas culturais do mundo! Exatamente porque os variados costumes praticados por todas as regiões do planeta acabam criando tradições inimagináveis.

Enquanto para nós alguns rituais podem parecer estranhos, até bizarros, para milhares de comunidades esparramadas ao redor do mundo, é totalmente natural! Cada povo, cada tribo, cada nação, cada país tem a sua esquisitice, ou não.

Se você for ao Quênia, na África Oriental e vir um homem cuspir na noiva ao sair da igreja, não se espante! É o pai dela, para dar sorte! Isso mesmo, o povo da Tribo Maasai carrega o costume do pai cuspir na filha logo após o casamento, para que ela e o marido tenham sorte na vida que está começando.

Na República do Congo, também na África, o costume é outro. Bem no dia em que todos se mostram alegres e sorridentes, os noivos devem ficar de cara fechada o dia inteiro, como se estivessem irritados, para mostrar que o casamento é coisa séria; por isso nada de sorrisos desde antes até o final da cerimônia. Afff!

Poligamia

Ainda na República Congolesa, um homem pode se casar legalmente com até quatro mulheres. Mas é preciso que a primeira esposa permita os demais casamentos. Se não houver permissão, nada de novas companheiras. Um amigo até brincou: quatro esposas tudo bem! Mas, quatro sogras?

É, mas não é tão fácil assim. Para que não haja reclamações futuras nem prejuízo às partes, é preciso que tudo conste em um contrato pré-nupcial. Isso porque o marido polígamo deverá comprovar situação financeira capaz de prover todas as esposas. Elas devem ter tratamentos iguais e gozar do mesmo estilo de vida. Ou seja, uma não poderá ter nível social inferior à da outra.

Um grande número de países que adotam a religião muçulmana permite a poligamia. São dezenas deles espalhados pelo mundo. É que o Alcorão, o livro da fé muçulmana, permite ao homem ter até quatro esposas. Muitos desses países estão na África.

Rituais de casamento indianos

Na Índia, as raízes culturais têm um apelo muito forte. Para não cometerem nenhum sacrilégio, os indianos levam a tradição ao pé da letra. Quase tudo no país está relacionado a um costume milenar. No casamento, a cor tradicional das noivas é o vermelho. Branco, nem pensar! Isso visto que a cor branca está associada à morte. Somente as viúvas usam em sinal de luto!

Os indianos ainda admitem casamentos arranjados. Na negociação, os pais analisam principalmente a situação financeira, religião e posição social, para que haja equilíbrio entre a fusão das duas famílias. Lá, existem agências especializadas nesses arranjos. Elas oferecem um serviço para descoberta de pares ideais. Entretanto, como aconteceu no Japão (e ainda acontece), a forte influência exercida pela modernidade virtual está forçando, aos poucos, a mudança dos costumes.

Castas

Embora a constituição indiana tenha abolido as castas, a sociedade ainda é dividida utilizando-as como parâmetro. Isso acontece por força do costume e a fé nas sagradas escrituras do hinduísmo, que institui a divisão da sociedade em castas. Geralmente os casamentos são feitos dentro dos próprios grupos.

As Varnas, como são conhecidas, se dividem em: Brâmanes, que são os sacerdotes. Os Kshatriyas são os guerreiros. Os Vaishyas são os comerciantes e os Shudras, camponeses.

Existe uma quinta casta, os Jatis, que representam centenas de pequenas comunidades distribuídas em aldeias, clãs, tribos. Historicamente, cada indiano nascia, vivia e morria dentro de seu Jati, aceitando com naturalidade o padrão social que aquela célula pudesse lhe oferecer. Mas não vou me estender no tema. É uma explicação longa e difícil.

Quebra de pratos

Não é só na Grécia que se quebram pratos na festa de casamento. Outros países costumam quebrar coisas durante os festejos do matrimônio. Alemães quebram louças diante dos noivos antes da cerimônia. Judeus quebram copos. Mas quem espalhou pelo mundo a tradição de quebra de louças foram mesmo os gregos.

E os franceses? Ah, Mon Dieu de La France!

Uma tradição francesa nascida na região de Aveyron, sul do país, dizia que os noivos, depois da festa de casamento, se escondiam. Os convidados saiam à procura dos dois para que tomassem a “La Soupe”. O objetivo era restaurar as forças dos recém-casados.

O cardápio era uma mistura de restos de tudo que se comeu e bebeu na festa. Assim sendo, juntavam-se restos nas vasilhas, nos pratos, copos, sobre as mesas. Aquilo tudo era misturado e colocado num PE.NI.CO? E o casal era obrigado a tomar! Eca!

Graças a Deus, para os franceses, a tradição mudou. Hoje, após a festa, continuam tomando a tal sopa, mas a mistura deve ser bem mais gostosa: biscoitos recheados de chocolates, misturados com champanhe. Mas a vasilha não mudou… Tem que ser no pot de chambre (penico).

Ah, na França não existe lista de presentes. Geralmente o convidado entrega um envelope com dinheiro ou cheque e um cartão com uma mensagem ao casal.

Ostentação

No Brasil há um grande esforço para dar ao casamento uma aparência de ostentação, por mais simples que ele seja. Comparativamente, já que falávamos sobre a França, lá as cerimônias são bem mais simples. Não há uma preocupação em ostentar; o glamour aparece de forma natural. Difícil se houver mais de duzentos convidados.

Em muitos casos, a própria família se junta e prepara a decoração e até faz o vestido da noiva! Se comparado ao Brasil, o investimento gasto pelos noivos franceses fica muito mais em conta.

Nos Estados Unidos o casamento pode ser realizado em qualquer lugar. Numa praça, numa praia, num parque ou até mesmo no quintal de casa. Somente os familiares dos noivos se vestem formalmente para a cerimônia. Os convidados geralmente se vestem esportivamente. Tênis, calça jeans, camiseta, camisa pólo.

Muitas noivas americanas nem se preocupam em ir ao salão para fazer a maquiagem, ela mesma faz. E, pasmem! Dizem que tem noiva que nem se preocupa em botar um salto chiquetoso. Vai de tênis mesmo e até chinelo de dedo! Tudo em nome do conforto dos pés. Jogar arroz na hora do “Viva os noivos!”, nem pensar. É politicamente incorreto.

Se pudéssemos rodar o mundo, encontraríamos centenas, quiçá milhares de maneiras diferentes para celebrar um casamento. Como já dissemos, são costumes milenares enraizados na memória das pessoas e transmitidos hereditariamente aos descendentes, que se encarregam de dar continuidade à tradição.

Ao final das contas, sendo diferente ou não, o que cada povo deseja é que seus filhos realizem seus sonhos e se sintam felizes.

Confira mais conteúdos da Mobilize Eventos e fique por dentro de tudo sobre o mundo dos casamentos!

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