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O sócio-oculto do organizador de eventos

Hoje, vou falar sobre o sócio-oculto do organizador de eventos, mas antes uma história. Em uma sexta-feira chuvosa em São Paulo há alguns anos atrás, um “cara que organiza eventos” e sua noiva estavam planejando o próprio casamento que estava pra acontecer em alguns meses. Naquele dia eles teriam que fechar contrato com o buffet, fazer reuniões com pessoas envolvidas no serviço, escolher as flores, comida, vinho e, talvez, serem um pouco românticos.

Mas o “cara que organiza eventos” acabou não fazendo nada disso, porque ele estava há 2 semanas do maior festival que sua empresa organizaria e gastava dias inteiros ligando para fornecedores, agências, patrocinadores e para a sua equipe no Rio de Janeiro.

O cara com a gigante conta de telefone era eu, e minha então noiva, hoje é minha tão compreensiva esposa. Apesar do caos que causei em nossas vidas pessoais em cima da hora do nosso casamento (conselho para todos: nunca se case e organize um grande festival sem alguns meses de distância entre cada), ela me permitiu focar no meu trabalho quando eu precisava, segurando as pontas do que era importante pra nós sempre que eu deixava a peteca cair.

Depois disso, fizemos um jantar romântico (finalmente) e ela continuou à ser um anjo, puxando a conversa para saber tintim-por-tintim sobre como estava indo a organização do evento e intervindo com apoio e conselhos.

Sócio-oculto do organizador de eventos: a base do sucesso

Eu descobri que o “sócios-ocultos do organizador de eventos” – esposas, maridos, namoradas, namorados e até os pais – são um fator crucial no sucesso da empresa. Por quê? Porque ser um empreendedor não é como um trabalho normal. Empresas como as nossas, principalmente no início, são pouco conectadas e tem poucos recursos. E para vencer a concorrência, geralmente é necessário esforço sobre-humano e muuuito compromisso. Você está constantemente sobre tensão e isso é uma questão primeiramente física. Você tem que correr de um lado para o outro, sem aviso e em horas inconvenientes. Você tem que focar inteiramente na empresa e em sua missão, às vezes passando noites em claro e trabalhando após o horário comercial e sempre aos fins de semana.

Mas ainda mais desgastante do que a tensão física pode ser a tensão psicológica. Como representante da sua empresa, você tem que manter aquela feição de que está tudo bem sempre, nunca perder seu pensamento positivo, aguentando o peso das lutas diárias em seus ombros, para que o seu time e seus clientes possam permanecer com a mente limpa.

Toda essa tensão cobra seu preço. Você irá extrair tempo e energia de alguma outra parte da sua vida que provavelmente significa sua família. Ter alguém que pode adaptar seu horário, manter as coisas em ordem em casa e que dê aquele passo-a-mais para mostrar apoio incondicional são chaves para permitir que você tenha o melhor do seu desempenho.

Reconheça e pague de volta

Para fazer essa relação funcionar à longo prazo, no entanto, acredito que os empreendedores precisam estar completamente à par dos (geralmente silenciosos) sacrifícios que esses sócios-ocultos estão fazendo e trabalhar para balancear os efeitos dessas contribuições. Todo relacionamento é único, mas na minha experiência, os princípios-chave incluem:

  • Respeito: Respeite o que é importante para o seu sócio-oculto (a carreira dele às vezes é esquecida) e se comprometa em apoiá-lo. O respeito pode ser demonstrado por meio de tempo compartilhado ou nível de comprometimento. Como você raramente tem o primeiro, dê o segundo; quando você se comprometer (por exemplo) à correr em volta do parque toda semana, não fure no compromisso.
  • Compartilhe: Integre seu time com o seu sócio-oculto e vice-versa. Muitas das pessoas com quem eu trabalhei se tornaram família. Nós passamos muito mais tempo juntos do que muitas família passam e vivemos muitos altos e baixos. Quando pessoas são tão importantes pra você, não crie limites artificiais entre eles e os outros que importam – em particular seus sócios ocultos. Certifique-se de que eles se conheçam e entendam os diferentes lados da sua vida. Quando você trabalhar além da conta, isso ajuda a entender com quem, e se você tiver que cobrir alguém, seu sócio-oculto vai achar mais fácil apoiar quando for alguém que ele conhece e também se importa.
  • Balanceie: Eu não acho que um balanço ideal entre trabalho e vida pessoal seja possível na realidade de empresas. Porém, acho que você pode atingir isso ao longo de períodos mais longos (e certamente ao longo de uma vida). Minha esposa e eu nunca conseguimos manter o compromisso de estar em casa toda noite para o jantar. Então, nós balanceamos os tempos em que estamos à mercê de pressões em nossos trabalhos com períodos em que desempenhamos o papel de apoio para com o outro.
  • As boas: É muito comum despejar tudo o que está ruim no trabalho quando você chega em casa. O sócio-oculto vai estar acostumado com isso e geralmente ajuda a absorver a negatividade e conversa contigo nos momentos difíceis. Mas, por alguma razão, empreendedores costumam esquecer de compartilhar os bons momentos – aqueles em que tudo dá certo e as coisas continuam indo pra frente. Você não deveria esquecer de lembrar seu time e clientes desses momentos; não esqueça do seu sócio oculto, também.

Começar e tocar uma empresa nunca é uma tarefa fácil. Perceba que a única coisa que pode te ajudar à passar por isso é o apoio que você tem ao seu redor e, quando você recebe esse apoio, tenha certeza que o respeita e pague-o de volta. Pode ser o investimento mais importante que você já fez.

Traduzido e adaptado do artigo de Suranga Chandratillake, do Surangac (http://surangac.com).

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